Meu filho não come! E agora?

A hora das refeições muitas vezes se torna um momento de tortura para algumas famílias.  A falta de apetite das crianças somada ao desejo dos pais de vê-las bem nutridas gera irritação, ansiedade e angústia. A primeira questão a ser observada é: como é o modelo alimentar da família? Muitos pais reclamam que os filhos não aceitam comer coisas diferentes, mas oferecem sempre as mesmas opções, deixando a formação do paladar bastante limitada. Criança que vê comida saudável à mesa (mesmo que não coma) cresce com aquele referencial de refeição. Os pais são modelos alimentares! Frutas, verduras e legumes, as crianças dificilmente gostam, mas a inclusão faz parte da educação alimentar, sobretudo nos primeiros anos de vida. Acredite: persistência é tudo! Se você acha que a criança não gosta de um determinado alimento, isso não significa que ela nunca mais irá gostar deste tal alimento. Continue tentando durante um mês ou dois, com intervalo entre as tentativas e insista que a criança prove determinados alimentos. O paladar infantil vai amadurecendo e ela pode passar a apreciar alimentos antes rejeitados! Pensando em tornar o momento das refeições mais agradável e estimular o apetite dos pequenos, a Camomila preparou algumas dicas:
  • Estabeleça horários regulares para as refeições, isso ajuda a melhorar o condicionamento do apetite da criança;
  • Não faça chantagens para fazer a criança comer, por exemplo, “se você comer toda a cenoura vai ganhar um sorvete de sobremesa”, pois desta maneira, acaba-se supervalorizando certos alimentos (neste caso, a sobremesa);
  • Não castigue a criança caso não coma tudo o que tem no prato. Isso cria em relação negativa da criança com o alimento;
  • Não coloque muita comida no prato, isso desestimula a criança;
  • Varie sempre os alimentos e componha um prato colorido, a monotonia na dieta faz a criança enjoar e quanto mais variado mais interesse ela terá pela refeição;
  • Mantenha as verduras e legumes em todas as refeições e não obrigue a criança a comer, a constante presença desse alimento no prato e o exemplo de ver outras pessoas consumindo-o despertará a curiosidade em consumi-los;
  • Não ofereça líquidos durante as refeições, pois a capacidade gástrica da criança ainda é limitada. Prefira ocupar o espaço gástrico com a comida;
  • O ambiente onde serão realizadas as refeições deve ser tranquilo. Desligue a televisão. Evite discussões e gritarias;
  • Evite fazer brincadeiras como a do “aviãozinho”, a hora é de comer não de brincar;
  • Deixe que a criança coma sozinha, com as mãos, se suje, isso faz com que a refeição se torne prazerosa;
  • Você também pode pedir a participação da criança no momento de escolhas e preparo dos alimentos. Na hora de ir às compras, crie atividades e estimule o interesse das crianças por novos alimentos, como por exemplo:
    • Crie o dia de uma certa cor e estimule a criança a experimentar alimentos da cor específica neste dia (“dia do verde”: abacate, vagem, maçã-verde, ervilha...);
    • Varie a brincadeira e use letras do alfabeto. Sirva em todas as refeições pelo menos um alimento com a letra escolhida (letra C: carambola, cenoura, caqui, coalhada...);
    • Aproveite as refeições em família e crie um placar com notas para cada preparação nova oferecida. Cada membro da família poderá expor se gostou ou não por meio de notas ou carinhas com expressões tristes/ alegres.
Importante! Não dê suplementos nutricionais sem a orientação de um profissional. Muitas vezes, no desespero de a criança não comer, os pais acabam recorrendo, por conta própria, aos hipercalóricos presentes no mercado. Esse ato pode acabar contribuindo para a formação de um adolescente/adulto obeso.

Lembre-se, a criança come o que a família come! Quem sabe essa não seja a forcinha que faltava para você rever velhos hábitos alimentares que necessitam de maior atenção? Pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças!

Aproveite essas dicas e estimule o apetite do seu filho, de uma forma saudável e tranquila. Publicado em 12/06/24